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A Revolução da Inteligência Artificial nos Encontros Online: Construindo Relações mais Saudáveis

A Revolução da Inteligência Artificial no Mundo dos Encontros: Brincando com Fogo ou Construindo Relações Mais Saudáveis?

A fundadora e presidente executiva do Bumble, Whitney Wolfe Herd, causou burburinho esta semana com seus comentários sobre como a inteligência artificial pode mudar a experiência de encontros.

Durante uma entrevista, a jornalista Emily Chang da Bloomberg levantou a questão dos bots se passando por pessoas reais, ou de pessoas reais se apaixonando por bots, como exemplos de como a IA poderia piorar o namoro online. Herd contra-argumentou que o objetivo do Bumble é usar a tecnologia para “ajudar a criar relacionamentos mais saudáveis e equitativos”.

Por exemplo, Herd disse que, no “futuro próximo”, os utilizadores poderiam falar com um “concierge de encontros” AI sobre suas inseguranças, e o concierge poderia dar-lhes dicas sobre como melhorar. E “se quisermos realmente exagerar”, Herd sugeriu que poderia haver um dia em que o concierge ajudaria os utilizadores a encontrar correspondências indo a encontros com outros concierges. Se os bots tiverem um bom encontro, então os seus homólogos humanos também serão correspondidos.

A audiência reagiu com risos, mas Herd não se deixou abalar: “Não, não, realmente. E então não terá que falar com 600 pessoas. Ele apenas vasculhará todo São Francisco para si e dirá: ‘Estas são as três pessoas que você quer conhecer'”.

Reações e Reflexões

Desde que os comentários de Herd foram divulgados no NBC News e em outros meios de comunicação social, houve muitas críticas nas redes sociais. A crítica mais fácil? Que é literalmente um enredo de “Black Mirror”.

Spoiler para um episódio de sete anos de uma série popular de ficção científica distópica (não confundir com o outro episódio de “Black Mirror” que as empresas de tecnologia querem tornar realidade): “Hang the DJ” começa em uma sociedade misteriosa e fechada, aparentemente dedicada exclusivamente a encontrar a melhor combinação para seus membros. Conforme nossos dois protagonistas passam por uma relação repetitiva após outra, eles continuam ansiando por aquela primeira combinação mágica; eventualmente, fogem juntos da instalação, apenas para descobrir que estavam vivendo em uma simulação projetada para testar sua compatibilidade romântica.

Novas Possibilidades e Desafios

Agora, permita que os bots tenham encontros com outros bots. Mas não pare por aí: Deixe-os continuar seus relacionamentos pelo tempo que desejarem, mantendo-os tão sérios ou casuais quanto parecer certo. Deixe-os namorar vários bots, ou ficar solteiros por um tempo, apenas para ver como se sentem. Deixe-os terminar e começar novos relacionamentos. Deixe-os arrumar empregos, iniciar famílias. Deixe os bots viverem suas próprias vidas!

Claro, isso pressupõe que estamos falando de réplicas digitais completas que podem capturar seus modelos humanos em toda nossa complexidade falha. Se forem apenas chatbots precários baseados em perfis básicos, então a coisa toda do namoro provavelmente não funcionará.

Em resumo, enquanto a ideia de usar inteligência artificial para aprimorar a experiência de encontros online pode parecer futurista e até controversa, é importante lembrar que o foco deve ser sempre em promover relacionamentos saudáveis e significativos, seja com a ajuda de tecnologia ou não. Afinal, encontrar o amor verdadeiro não deve ser uma simulação, mas sim uma experiência genuína e enriquecedora para todos os envolvidos.

Fonte: TechCrunch

Go on, let bots date other bots